Terça-feira, Junho 03, 2008
O que ainda preciso fazer????
Estou deixando a parte mais dificil para o final, uma visita ao hospital, então você me pergunta: Por que? e eu te respondo: Porque é MUITOOOO complicado, por mais que não pareça...
Acompanhar os doutores nas visitas não é permitido, no entanto terei que usar todo meu jeitinho brasileiro para conseguir o que quero, pois é assim que uma jornalista age, persistindo e conseguindo em primeirão mão aquilo que ninguém conseguiu,hehehe.
Também pretendo entrevistar o fundador dos doutores Wellington Nogueira e mostrar um outro lado dele por trás de seu personagem o Dr. Zinho!
Mari-Pink -
11:21 AM
Por que Livro reportagem?
Mari-Pink -
11:15 AM
Links de pesquisa
Mari-Pink -
11:11 AM
Segunda-feira, Junho 02, 2008
Que Palhaçada é essa?
Mari-Pink -
1:00 PM
O engraçado é que é sério!
Mari-Pink -
12:58 PM
Terça-feira, Maio 20, 2008
Mari-Pink -
4:11 PM
Mari-Pink -
10:17 AM
Segunda-feira, Maio 19, 2008
Mari-Pink -
5:26 PM
Uma história de cinema
Mari-Pink -
5:11 PM
Mari-Pink -
5:11 PM
Tudo começou com um mala... digo, com uma mala...
Mari-Pink -
5:11 PM
Mari-Pink -
5:08 PM
Teste
Mari-Pink -
4:57 PM
Quando escolhi o tema achei que seria interessante relatar os momentos que vivenciei perto dos doutores e toda a situação ao meu redor, sempre gostei muito de escrever o que sinto, o que penso e o que vejo, e nada melhor do que fazer isso no meu PREX.
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Mas afinal, quem são os doutores da alegria?
Os Doutores da Alegria são "besteirologistas" (especialistas em besteiras) que visitam e divertem crianças internadas em hospitais.
Eles se vestem de palhaços, com jalecos brancos e posam de médicos, apresentando-se a todos como besteirologistas, e levam a sério a missão de fazer sorrir não só os jovens hospitalizados mas seus pais e as pessoas que trabalham no local.
Se você ainda não viu nenhum Besteirologista DENUNCIE! Porque do jeito que o mundo está, girando como sempre, é capaz de ficarmos tontos, daí só o palhaço resolve.
Consulte sempre um besteirologista, caso não haja nenhum nas proximidades chame o palhaço mais próximo (você sempre vai achar algum), o violeiro, o cantador, o festeiro o piadista...
Para explicar melhor, de maneira que fique mais transparente que água, os Doutores da Alegria são palhaços que fazem de conta que são médicos para crianças que fazem de conta que acreditam.
Profissão?
Os Doutores da alegria são palhaços que nasceram no circo, no teatro ou até mesmo na rua, e trazem consigo na bagagem uma boa formação em Artes Cênicas ou Circenses.
E além da formação exigida, é necessário que o palhaço se comprometa a investir em seu auto-desenvolvimento enquanto estiver trabalhando com a organização, ou seja, o artista se propõe a agregar algo novo ao seu acervo de habilidades, com que a organização contribui, garantindo assim que o mesmo possa se dedicar aos estudos.
Antes de se tornar um Doutor da Alegria, os palhaços passam por uma seleção rigorosa e treinam durante um ano inteiro sob a supervisão de um artista formador antes de ganharem autonomia para o trabalho no hospital. Nesse período, os novatos vão se familiarizando com o espaço hospitalar, e além dessa prática monitorada, eles também são treinados para aprofundar sua linguagem besteirológica que cada palhaço tem dentro de si, e refletir sobre a prática artística.
Os besteirologistas trabalham 12 horas por semana nas visitas aos hospitais e mais 6 horas em seu aprimoramento artístico.
Tudo na base do improviso, sem ensaio, o palhaço se relaciona com tudo: desequilíbrio, rotina médica, vontade de ajudar (atrapalhando), levando tudo a sério como um médico.
O teatro onde a platéia está a 3 palmos de distância, é “apresentado” sempre em duplas de palhaços, que levam suas besteiras às crianças as quais recebem suas visitas leito a leito duas vezes por semana, inclusive nas unidades de terapia intensiva e de procedimentos ambulatoriais.
A cada seis meses os artistas se revezam entre os hospitais, nesse tempo eles criam laços e cumplicidade com os pacientes, seus parentes e profissionais de saúde.
Existe hoje 58 palhaços que atuam nos hospitais, e recebem um salário médio de R$2.400 por três dias de trabalho, tendo visitado desde a fundação da Ong cerca de 550 mil crianças.
Opa, peraí...mas isso é coisa de palhaço? É, o engraçado é que é sério, lembra?
Ufa...E você ainda achava que palhaço não era profissão?!
O palhaço
O palhaço é um ser muito inconveniente, ele acha que pode tudo, e os besteirologistas não são diferentes, se eles são “médicos” então não aceitam ser tratados de outra forma, querem ser chamados de “doutores”, receitam “remédios”, fazem consultas, examinam e é claro usam jaletos brancos de médico.
Os palhaços não têm pré-conceito, no entanto respeitam as restrições impostas pelos médicos, eles visitam pacientes terminais e bebês na UTI, as vezes até presenciam os últimos minutos de vida de algumas crianças, sabem seus limites, nesses momentos os palhaços não fazem graça, encontram um outro meio de interagir, seja ele colocando uma caixinha de música pra tocar enquanto sopram bolhas de sabão ou mesmo cantarolar uma canção baixinho.
Ser um doutor da alegria é como viver num liquidificador de sentimentos, misturando alegria, com tristeza com situações engraçadas...
A missão não é fácil, e reune hoje cerca de 54 palhaços formados em artes cênicas ou circenses, os Doutores são nada mais nada menos que uma familia de profissionaos especializados em besteiras.

O verdadeiro Motivo...rs
O verdadeiro motivo pelo qual escolhi o tema "Doutores da Alegria" foi me interar e descobrir como realmente funciona o trabalho dos palhaços da Ong, como é uma visita, o que pode e o que não pode, e descobrir em que o trabalho deles influenciam na vidas das pessoas e principalmente nas crianças que são "atendidas" por eles.
A cada dia que passa venho me surpriendendo mais com o que descubro dos Doutores, por mais que eles não me conheçam, parece que eles se tornaram parte da minha família, pois eu acabei os conhecendo e hoje tenho orgulho em dizer que escolhi os doutores como meu trabalho de TCC.
Uma coisa que eu gostei bastante é que no livro-reportagem eu posso brincar com as palavras, usar expressões engraçadas, pois tudo está voltado para besteirologia. Tento de todas as formas não fugir do meu foco, usar e abusar ao máximo do material que venho adquirindo e colocando na bagagem e cada dia me encanto mais e mais.
Apresentação
Me chamo Marília e estou cursando o 7º semestre de jornalismo na UNIP, escolhi fazer um livro-reportagem como tema "Doutores da Alegria", o motivo? simples...quero superar meus medos...Não contem pra ninguém, mas morro de medo de palhaço...
Eiii, não ria, eles dão medo, olha só...
Eu tinha uma imagem "errada" sobre os palhaços, achava que todos eles tinham cara de assassinos psicóticos, e conversando com alguns deles de "cara limpa" pude perceber que existe uma grande diferença entre palhaços de circo e palhaços de hospitais, pq no circo o palhaço está a uma certa distância de seu público então usa cores fortes e bem chamativas em seu rosto, para que as pessoas possam enxerga-lo, já no hospital os espectadores estão a 1 metro de distância, logo uma maquiagem mto forte poderia assustar as criancinhas (não só elas, como eu tb,rs).
Agora aprendi a gostar de palhaços....Bom, só dos Doutores da Alegria, dos outros ainda tenho medo...rsrss

Foto vencedora do premio Alexandre Adler de Jornalismo em sua quinta edição
Aos 6 anos, Wellington Nogueira era apaixonado por sorvete, o que o levou a querer seguir a carreira de “sorveteiro”, anos mais tarde, ele começou a se interessar pela leitura, principalmente por gibis, passando a querer seguir a carreira de “jornaleiro”.
Nas suas inúmeras brincadeiras o paulistano encenava pequenos espetáculos com seus amigos pelas garagens, áreas de serviço e fundos de quintais da vizinhança. Tinha admiração pelo Batman e pelo Super-Homem, mas seus verdadeiros heróis eram: Os Três Patetas, Pernalonga, Pica-Pau, Renato Aragão, Costinha e Ronald Golias, os personagens que o faziam rir.
O tempo foi passando e Wellington cresceu com o objetivo de ser médico, ao saber que seu pai não tinha se formado na área por falta de dinheiro para pagar os estudos. Mas aos 22 anos, numa noite quando voltava do cursinho onde teatralizava as aulas de inglês que ministrava à moçada, Wellington, um cara “nações unidas” que se relacionava com todas as tribos, sofreu uma tentativa de assalto, então ele chorou e percebeu que a vida lhe deu uma nova chance, então ele decidiu agarra-la. Na mesma noite uma amiga, ligou o convidando para estudar teatro em Nova York. “Meu sonho era ser um ator completo, que cantasse, dançasse e representasse.” Conseguiu. Em oito anos nos Estados Unidos, formou-se na Academia Americana de Teatro Dramático e Musical de Nova York, encenou musicais e atuou em filme.
Quando decidiu largar tudo para ser “palhaço” Welligton passou por dificuldades de aceitação, começando por sua mãe de quem ouviu: “Palhaço? Em hospital? Mas, meu filho, e Shakespeare? E o teatro musical, você que canta tão bem?”.
E no dia em que retornaria para NY quando fechava a mala, sua mãe pediu para ver suas roupas de palhaço, e ao ver disse: Você tem coragem de usar isso? Isso não é figurino, é trapo!”. Um mês depois, chega, em NY, uma caixa com uma roupa de palhaço que ela havia feito. Hoje, Welligton tem uma série de roupas de palhaço feitas por sua mãe.
Em sua estréia como “besteirologista” visitou três quartos, no último um menino estava preso na cama, com gesso da cintura pra baixo e no final teve a “recompensa ao ouvir o pequeno garoto dizer: “Doutor, tô me sentindo bem mais leve”. Foi o que bastante para se sentir realizado.
O trabalho durou três anos nos Estados Unidos, depois disso seu pai ficou doente em estado terminal no Brasil, quando ficou sabendo que ele havia tido um derrame e estava na UTI, Welligton queria estar ao seu lado, então voltou de vez para o Brasil.
Quando chegou no hospital seu pai já tinha falado para as enfermeiras que seu filho era palhaço e trabalhava em hospitais. Ele estava deitado, com o lado esquerdo paralisado, mas já havia falado com a chefe da enfermagem, que tem um monte de criança aqui e eu quero que você trabalhe com elas. Então ele trabalhou durante um dia no hospital e se deu conta que se traduzia para o português. Seu pai saiu do hospital duas semanas depois e durou mais nove meses. Depois que faleceu, Welligton começou a implantar o sistema no País.
Hoje Welligton é o coordenador geral do grupo e passa a maior parte do tempo de “cara limpa”, trabalhando em seu escritório. “Reservo a maquiagem e os sapatos extragrandes para ocasiões especiais, como meu aniversário”,diz ele. A organização Doutores da Alegria, leva há 14 anos o trabalho de artistas profissionais e especializados na arte do palhaço, em técnicas circenses, mágica e música, para 11 hospitais no país. São 34 palhaços que compõem a organização só em São Paulo, e já visitaram cerca de 500 mil crianças e adolescentes. Hoje existem quatro unidades regionais dos Doutores da Alegria: São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Belo Horizonte.

Todos a Bordo...
A partir de agora estamos embarcando na máquina do tempo da besteirologia, e vamos voltar ao ano de 1985, nesta data o palhaço americano Michael Christensen, diretor da Big Applel Circus de Nova Iorque, ganhava de presente de seu irmão uma maleta de médico no qual ele havia comprado numa feira de antiguidades, imaginando que ele pudesse usá-la futuramente em alguma apresentação. Pouco tempo depois, o irmão de Michael veio a falecer devido a um câncer, e um ano após a sua morte, ele recebeu um telefonema de ma senhora que, depois de assistir a um de seus espetáculos, o convidou para fazer uma apresentação para crianças internadas. Então ele lembrou-se da maleta e criou o personagem Doutor Stubs. A reação das crianças foi tão positiva que Michael decidiu visitar também as crianças internadas que não puderam assistir a apresentação no auditório.
Improvisando ele substituiu as imagens da internação por imagens alegres e engraçadas. A partir daí nasceu o Clown Care Unit™, um grupo de artistas especialmente treinados para levar alegria a crianças internadas em hospitais de Nova Iorque.
Ajustamos agora nossa máquina para o ano de 1988, quando Wellington Nogueira entrou em um hospital pela primeira vez usando "a menor máscara do mundo", um nariz de palhaço, ele fazia residência para se tornar um especialista no ramo da "besteirologia"; e felizmente acabou aprovado, passando a fazer parte da trupe americana.
Três anos mais tarde, em 1991, Wellington volta para o Brasil e assume a identidade Dr. Zinho, fundando os “Doutores da Alegria”, uma instituição sem fins lucrativos que tem como objetivo levar os conhecimentos desta "especialidade médica" à crianças e adolescentes hospitalizados. E passou a ganhar a vida como Besteirologista com PhD em Bobagem, em outras palavras... palhaço.
Em setembro naquele mesmo ano, no Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, localizado em São Paulo (hoje Hospital da Criança), deu-se inicio ao programa.
O engraçado é que é sério!
Respeitável público, convido vocês a mergulhar no maravilhoso mundo da besteirologia com os doutores da alegria!

